
A Semana Santa é um dos períodos mais relevantes para o turismo nacional, movimentando significativamente a demanda por hospedagem em todo o Brasil. Para 2026, os dados indicam um cenário ainda mais estratégico para o setor hoteleiro.
Com base em uma amostra robusta de mais de 55 milhões de room nights transacionadas por ano e dados consolidados de mais de 10 mil hotéis, a Omnibees analisou o comportamento de busca dos viajantes brasileiros para o período.
O estudo revela não apenas os destinos mais buscados, mas também padrões consistentes de comportamento do consumidor, distribuição regional da demanda e dinâmicas que impactam diretamente a performance comercial de hotéis e pousadas.
Os dados mostram um cenário de alta intenção de viagem, com volume expressivo de buscas concentradas nas semanas que antecedem o feriado.
No entanto, essa demanda ainda se encontra, em grande parte, em fase de construção. Isso significa que o viajante já demonstra interesse em viajar, mas ainda está em processo ativo de decisão, avaliando destinos, comparando opções e buscando a melhor relação entre preço e benefício.
Esse comportamento indica um mercado altamente competitivo, em que a decisão final não está definida no primeiro contato. A jornada de compra é mais longa e marcada por múltiplos pontos de comparação, o que exige maior preparo estratégico dos meios de hospedagem

A análise da Omnibees identificou os destinos com maior volume de buscas para a Semana Santa de 2026:
• Rio de Janeiro — 392 milhões
• São Paulo — 199 milhões
• Armação dos Búzios — 85 milhões
• Foz do Iguaçu — 60 milhões
• Porto Seguro — 55 milhões
• Maceió — 51 milhões
• Salvador — 48 milhões
• Florianópolis - 45 milhões
• Gramado — 43 milhões
• Natal — 41 milhões
A região Sudeste concentra os maiores volumes de busca, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo nas duas primeiras posições do ranking.
O Nordeste se destaca como a região com maior número de destinos entre os mais buscados, incluindo Porto Seguro, Maceió, Salvador e Natal.
Esse desempenho reforça o posicionamento da região como principal escolha para viagens de lazer no Brasil, especialmente em períodos de feriados prolongados.
A combinação de fatores como clima favorável, atratividade natural e oferta consolidada contribui para o alto volume de buscas.
Além disso, o Nordeste apresenta forte apelo emocional na decisão de viagem, associado à ideia de descanso, escapada e experiência.
A região Sul aparece no ranking com destinos como Gramado e Florianópolis, que possuem características distintas em relação aos demais.
A presença desses destinos indica que há uma parcela do público buscando experiências mais específicas e personalizadas, mesmo em um período tradicionalmente associado ao lazer convencional.
A ausência de destinos das regiões Norte e Centro-Oeste no ranking evidencia um cenário de menor visibilidade ou menor competitividade no período analisado.
Esse dado não necessariamente indica baixa atratividade, mas aponta uma possível lacuna em termos de posicionamento, distribuição ou presença digital.
Ao mesmo tempo, abre espaço para oportunidades estratégicas de crescimento, especialmente com o uso de dados e inteligência de mercado.
O principal motivador de viagem é o lazer, com foco em descanso, turismo e vivência de experiências. A hospedagem deixa de ser apenas funcional e passa a fazer parte da proposta de valor da viagem.
Os viajantes estão em fase ativa de pesquisa e comparação, o que indica uma jornada de decisão mais complexa e menos impulsiva.
Esse comportamento é caracterizado por:
• Múltiplas buscas antes da reserva
• Comparação entre canais e ofertas
• Avaliação detalhada de benefícios
O preço continua sendo um fator relevante, mas não isolado. A decisão está cada vez mais associada à percepção de valor.
Elementos como benefícios inclusos, experiência e conveniência influenciam diretamente a escolha do consumidor.
A média de permanência identificada é de até quatro dias, refletindo o comportamento típico de viagens em feriados prolongados.
Esse padrão impacta diretamente a forma como os produtos devem ser estruturados e comercializados.
Os dados indicam um cenário em que a demanda está presente, mas a conversão depende diretamente da capacidade de posicionamento dos hotéis e pousadas.
A competição não se dá apenas pela atração do cliente, mas principalmente pela sua decisão final.
Nesse contexto, fatores como visibilidade, clareza de oferta, competitividade e valor percebido tornam-se determinantes para o desempenho comercial.
Além disso, a antecipação de tendências e o uso de inteligência de dados passam a ser diferenciais estratégicos, permitindo que os empreendimentos se posicionem de forma mais assertiva em momentos de alta demanda.
A Semana Santa de 2026 apresenta um cenário marcado por alto volume de buscas, diversidade de destinos e um consumidor mais analítico e exigente.
O estudo da Omnibees evidencia que, embora a intenção de viagem esteja consolidada, a decisão ainda está em aberto — o que transforma o período em uma janela estratégica para o setor hoteleiro.
Mais do que acompanhar o mercado, compreender profundamente o comportamento do viajante e agir com base em dados se torna essencial para capturar demanda e maximizar resultados.
O Radar Omnibees reforça esse papel ao transformar dados em inteligência, apoiando a hotelaria na tomada de decisões mais estratégicas e orientadas ao desempenho.
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