
O mercado de resorts brasileiros avançou no primeiro semestre de 2026. É o que mostra o novo Resort Report, elaborado pela Omnibees em parceria com o Hotelier News a partir de uma base de mais de 20 milhões de reservas por ano no Brasil.
O levantamento analisou 221 resorts em atividade e comparou o período de janeiro a junho de 2026 com o mesmo intervalo de 2025. A análise revela alterações no volume de reservas, Room Nights, diária média, cancelamentos e comportamento da demanda.
Confira alguns destaques do estudo abaixo.
Na média nacional, os resorts registraram aumentos de 14,3% em reservas, 9,9% em Room Nights e 3% na diária média, que chegou a R$ 1.383.
Ao mesmo tempo, a estadia média recuou 3,8% frente a 2025, enquanto a antecedência de compra (comparada com a data da viagem) permaneceu próxima de 75 dias.
Entre os motores do período estão destinos de interior, com destaque para serra, termas e parques, além da força do regime all inclusive e de uma agenda de feriados e datas de pico mais concentrada.
Esse cenário reforça a importância de acompanhar a demanda com antecedência e identificar oportunidades de ganho tarifário.
Destinos de lazer, como parques temáticos e espaços culturais apresentaram crescimento médio de 12% em room nights e 3,6% na tarifa média, no primeiro semestre do ano.
Em alguns estados brasileiros, porém, os resorts avançaram acima desse benchmark em volume de noites:
• Paraná: +37,2% nos resorts vs. +25,4% no lazer;
• Minas Gerais: +17,6% vs. +7,8%;
• Ceará: +7,4% vs. +1,5%.
Na evolução tarifária, o movimento foi diferente em outros mercados:
O lazer cresceu mais que os resorts no Rio Grande do Norte (+19,1% vs. +10,5%), em Alagoas (+7,2% vs. +5,6%) e na Bahia (+5,7% vs. +3,9%).
Os principais feriados do semestre tiveram desempenhos bastante diferentes na comparação com 2025:
• Carnaval: +11% em reservas, +15% em Room Nights e +8% em tarifa;
• Páscoa: -31%, -36% e -9%, respectivamente;
• Tiradentes: +28%, +21% e -6%;
• 1º de Maio (Dia do Trabalho): -14%, -22% e -1%;
• Corpus Christi: +2%, -2% e +4%.
Os números reforçam que datas de pico não seguem um único padrão e exigem leitura específica de demanda, ocupação e preço.
A taxa de cancelamento caiu de 29,2% em 2025 para 27,2% em 2026, uma redução de 2 pontos percentuais.
O movimento ajuda a compor um cenário de maior estabilidade nas reservas e amplia a visibilidade sobre a demanda efetivamente convertida no período.
O Resort Report também analisou a intenção de busca realizada exclusivamente entre junho e julho de 2026. A pesquisa considera o interesse por check-ins procurados até outubro, agrupando os dados por destino.
As cinco cidades com maior volume foram de buscas foram:
• Porto de Galinhas: 195 milhões;
• Foz do Iguaçu: 184 milhões;
• Natal: 127 milhões;
• Maceió: 100 milhões;
• Poços de Caldas: 72 milhões.
É importante lembrar que busca não significa reserva, mas o indicador ajuda a mostrar para onde o interesse do viajante está se deslocando nos próximos meses.
O Resort Report reúne análises para apoiar gestores hoteleiros na leitura da demanda, no planejamento tarifário e na preparação para períodos de maior procura.
Os números apresentados neste texto são apenas uma prévia do estudo. Para acessar o conteúdo completo gratuitamente, clique no botão abaixo:
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